sexta-feira, 29 de julho de 2011

cidade sustentavel



A maior parte do uso da energia e das emissões de carbono mundialmente provém de cidades. Melhorando a eficiência, o transporte e o planejamento urbano, as maiores metrópoles do mundo poderiam deixar de ser poluidoras e passar a ser uma parte vital da solução para a mudança de clima, além de se tornarem lugares melhores para se viver.

Quando Londres instituiu o pedágio urbano em 2003, os motoristas e o comércio local temiam pelo pior: os mesmos congestionamentos de sempre, porém com custos maiores e menos clientes. Após seis meses, o trânsito na área central de Londres diminuiu 30% e o impacto sobre o comércio foi mínimo.

Dois anos mais tarde, aproveitando essa medida bem-sucedida, o prefeito londrino Ken Livingstone convidou prefeitos e representantes das 40 maiores cidades do mundo para discutir outras medidas que se poderiam adotar para reduzir emissões de carbono e poluição. Assim nasceu, em boa hora, a Cúpula C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 2008 foi o primeiro ano em que mais da metade da população mundial – o que dava aproximadamente 3,3 bilhões de pessoas – passou a viver em cidades. Com o crescimento das grandes metrópoles na África e na Ásia, o número de cidadãos urbanos poderá chegar aos 5 bilhões em 2030. E se as cidades crescem, o mesmo ocorre com o seu impacto sobre o meio ambiente global.

"As cidades são responsáveis pela ampla maioria no uso da energia do mundo e pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE)," declara Janet Sawin, diretora do programa para energia e clima na ONG norte-americana Worldwatch Institute. Por exemplo, as cidades indianas, onde vive um terço do 1,1 bilhão de habitantes do país, consome 87% da eletricidade da Índia, a qual é quase toda gerada em usinas elétricas a carvão, que produzem quantidades maciças de gás carbônico.

Reconhecendo o problema, a Worldwatch dedicou uma edição do seu relatório anual State of the World aos problemas causados pela expansão das metrópoles. No entanto, o quadro não é inteiramente sombrio. As cidades são os piores poluidores, mas elas também podem diminuir de modo eficaz as emissões de GEEs que causam o aquecimento global.

Restringindo o uso de energia
As cidades sempre precisarão de muita energia para iluminação, aquecimento, importação de alimentos e transporte – elas só precisam é descobrir modos mais eficientes de fazê-lo. Cinco bancos internacionais destinaram 5 milhões de dólares em empréstimos para a iniciativa de 'construção ecológica' do ex-presidente Bill Clinton, que está investindo o dinheiro em projetos de eficiência energética em 15 países das maiores cidades do mundo, incluindo São Paulo, Londres, Mumbai, Tóquio e Berlim.

O prefeito Bloomberg, de Nova York, quer superar Londres e fazer da cidade dele a primeira "cidade ambientalmente sustentável do século 21". Bloomberg pretende reduzir em 30% as emissões de carbono da Big Apple até 2030, por meio de medidas como melhores técnicas de construção e operação de prédios, transporte mais eficiente, produção de eletricidade mais limpa e cobrança de pedágio urbano.

Porém, Bloomberg poderá descobrir que o topo da lista das cidades sustentáveis está lotado de concorrentes. Até o momento, mais de mil colegas dele já assinaram o acordo de proteção ao clima dos prefeitos dos Estados Unidos (US Mayors' Climate Protection Agreement). Esse documento obriga as cidades signatárias a atender ou superar as exigências de Kyoto: reduzir 7% das emissões de GEE até 2012, com base nos níveis de 1990. As cidades participantes incluem Portland, San Francisco, Seattle e Chicago, sendo que todas estipularam, por si mesmas, metas ambiciosas para a redução de emissões.

"Nos Estados Unidos estamos vendo uma concorrência entre cidades para ver quem consegue reduzir mais as emissões, em parte porque não houve uma liderança no nível federal," diz Janet Sawin, da Worldwatch. "Também existem cidades no mundo todo que estão fazendo mudanças não só pelos impactos ambientais e pela redução potencial de GEEs: elas estão vendo que isso possibilita criar mais empregos e oferecer melhor qualidade de vida."

Evitando os erros do passado
A Cidade do México e Bogotá realizaram grandes melhorias no transporte local, como substituir táxis antigos e introduzir sistemas eficazes de transporte coletivo. O tráfego agora flui melhor e a duração média das viagens recuou, assim como o nível geral de poluição e as emissões dessas cidades.

Outra estratégia é o planejamento urbano, que reverte a expansão urbana e melhora o transporte público a fim de evitar a poluição gerada por veículos e meios de transporte. Isso poderá ajudar a reduzir a dependência em relação aos carros, principalmente nas cidades norte-americanas.

Incorporar energia limpa e renovável é outro conceito. Na China, cerca de 90% de todas as residências em Rizhao, cidade costeira de quase 3 milhões de habitantes, usam aquecedores de água solares, e o governo local instalou painéis solares para alimentar a iluminação de rua e os semáforos. Já na Suécia, o distrito de Hammarby Sjöstad na capital, Estocolmo, utiliza o lixo residencial para produzir biogás, que é usado para aquecer moradias e alimentar os trens urbanos.

Apesar de tantos exemplos animadores, as cidades só irão fazer alguma diferença se forem apoiadas e seguidas pelos governos nacionais. A cúpula C40 em Nova Iorque, em 2009, foi encerrada com um apelo dos prefeitos aos líderes do G8 para que se definisse "uma meta no longo prazo para a estabilização das concentrações atmosféricas dos gases de efeito estufa.”

C40 em São Paulo, Brasil
A edição de 2011 da cúpula C40 foi realizada de 31 de maio a 3 de junho em São Paulo com a participação de 16 prefeitos e representantes de outras 31 cidades. A cidade possui diversos projetos para transformar a metrópole em um ambiente mais verde, como a construção de novos parques, o plantio e cultivo de árvores distribuídas pelo município e a implementação de programas de educação ambiental.

Como resultado do encontro, os prefeitos assinaram uma carta a ser entregue na conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, Rio+20, pedindo que os esforços das cidades para uma economia de baixo carbono e desenvolvimento sustentável recebam mais apoio dos governos.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, anunciou a criação de linhas de financiamento para projetos ambientais com o intuito de facilitar o investimento das cidades em ações sustentáveis.

Somente com o envolvimento de todos será possível transformar as discussões em ações efetivas de combate às mudanças climáticas.

cidade sustentavel

A maior parte do uso da energia e das emissões de carbono mundialmente provém de cidades. Melhorando a eficiência, o transporte e o planejamento urbano, as maiores metrópoles do mundo poderiam deixar de ser poluidoras e passar a ser uma parte vital da solução para a mudança de clima, além de se tornarem lugares melhores para se viver.

Quando Londres instituiu o pedágio urbano em 2003, os motoristas e o comércio local temiam pelo pior: os mesmos congestionamentos de sempre, porém com custos maiores e menos clientes. Após seis meses, o trânsito na área central de Londres diminuiu 30% e o impacto sobre o comércio foi mínimo.

Dois anos mais tarde, aproveitando essa medida bem-sucedida, o prefeito londrino Ken Livingstone convidou prefeitos e representantes das 40 maiores cidades do mundo para discutir outras medidas que se poderiam adotar para reduzir emissões de carbono e poluição. Assim nasceu, em boa hora, a Cúpula C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 2008 foi o primeiro ano em que mais da metade da população mundial – o que dava aproximadamente 3,3 bilhões de pessoas – passou a viver em cidades. Com o crescimento das grandes metrópoles na África e na Ásia, o número de cidadãos urbanos poderá chegar aos 5 bilhões em 2030. E se as cidades crescem, o mesmo ocorre com o seu impacto sobre o meio ambiente global.

"As cidades são responsáveis pela ampla maioria no uso da energia do mundo e pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE)," declara Janet Sawin, diretora do programa para energia e clima na ONG norte-americana Worldwatch Institute. Por exemplo, as cidades indianas, onde vive um terço do 1,1 bilhão de habitantes do país, consome 87% da eletricidade da Índia, a qual é quase toda gerada em usinas elétricas a carvão, que produzem quantidades maciças de gás carbônico.

Reconhecendo o problema, a Worldwatch dedicou uma edição do seu relatório anual State of the World aos problemas causados pela expansão das metrópoles. No entanto, o quadro não é inteiramente sombrio. As cidades são os piores poluidores, mas elas também podem diminuir de modo eficaz as emissões de GEEs que causam o aquecimento global.

Restringindo o uso de energia
As cidades sempre precisarão de muita energia para iluminação, aquecimento, importação de alimentos e transporte – elas só precisam é descobrir modos mais eficientes de fazê-lo. Cinco bancos internacionais destinaram 5 milhões de dólares em empréstimos para a iniciativa de 'construção ecológica' do ex-presidente Bill Clinton, que está investindo o dinheiro em projetos de eficiência energética em 15 países das maiores cidades do mundo, incluindo São Paulo, Londres, Mumbai, Tóquio e Berlim.

O prefeito Bloomberg, de Nova York, quer superar Londres e fazer da cidade dele a primeira "cidade ambientalmente sustentável do século 21". Bloomberg pretende reduzir em 30% as emissões de carbono da Big Apple até 2030, por meio de medidas como melhores técnicas de construção e operação de prédios, transporte mais eficiente, produção de eletricidade mais limpa e cobrança de pedágio urbano.

Porém, Bloomberg poderá descobrir que o topo da lista das cidades sustentáveis está lotado de concorrentes. Até o momento, mais de mil colegas dele já assinaram o acordo de proteção ao clima dos prefeitos dos Estados Unidos (US Mayors' Climate Protection Agreement). Esse documento obriga as cidades signatárias a atender ou superar as exigências de Kyoto: reduzir 7% das emissões de GEE até 2012, com base nos níveis de 1990. As cidades participantes incluem Portland, San Francisco, Seattle e Chicago, sendo que todas estipularam, por si mesmas, metas ambiciosas para a redução de emissões.

"Nos Estados Unidos estamos vendo uma concorrência entre cidades para ver quem consegue reduzir mais as emissões, em parte porque não houve uma liderança no nível federal," diz Janet Sawin, da Worldwatch. "Também existem cidades no mundo todo que estão fazendo mudanças não só pelos impactos ambientais e pela redução potencial de GEEs: elas estão vendo que isso possibilita criar mais empregos e oferecer melhor qualidade de vida."

Evitando os erros do passado
A Cidade do México e Bogotá realizaram grandes melhorias no transporte local, como substituir táxis antigos e introduzir sistemas eficazes de transporte coletivo. O tráfego agora flui melhor e a duração média das viagens recuou, assim como o nível geral de poluição e as emissões dessas cidades.

Outra estratégia é o planejamento urbano, que reverte a expansão urbana e melhora o transporte público a fim de evitar a poluição gerada por veículos e meios de transporte. Isso poderá ajudar a reduzir a dependência em relação aos carros, principalmente nas cidades norte-americanas.

Incorporar energia limpa e renovável é outro conceito. Na China, cerca de 90% de todas as residências em Rizhao, cidade costeira de quase 3 milhões de habitantes, usam aquecedores de água solares, e o governo local instalou painéis solares para alimentar a iluminação de rua e os semáforos. Já na Suécia, o distrito de Hammarby Sjöstad na capital, Estocolmo, utiliza o lixo residencial para produzir biogás, que é usado para aquecer moradias e alimentar os trens urbanos.

Apesar de tantos exemplos animadores, as cidades só irão fazer alguma diferença se forem apoiadas e seguidas pelos governos nacionais. A cúpula C40 em Nova Iorque, em 2009, foi encerrada com um apelo dos prefeitos aos líderes do G8 para que se definisse "uma meta no longo prazo para a estabilização das concentrações atmosféricas dos gases de efeito estufa.”

C40 em São Paulo, Brasil
A edição de 2011 da cúpula C40 foi realizada de 31 de maio a 3 de junho em São Paulo com a participação de 16 prefeitos e representantes de outras 31 cidades. A cidade possui diversos projetos para transformar a metrópole em um ambiente mais verde, como a construção de novos parques, o plantio e cultivo de árvores distribuídas pelo município e a implementação de programas de educação ambiental.

Como resultado do encontro, os prefeitos assinaram uma carta a ser entregue na conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, Rio+20, pedindo que os esforços das cidades para uma economia de baixo carbono e desenvolvimento sustentável recebam mais apoio dos governos.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, anunciou a criação de linhas de financiamento para projetos ambientais com o intuito de facilitar o investimento das cidades em ações sustentáveis.

Somente com o envolvimento de todos será possível transformar as discussões em ações efetivas de combate às mudanças climáticas.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

o fim do mercado de carbono

Ganhar muito dinheiro com ar. É possível? Entre os anos de 2006 e 2008, muitas empresas do Brasil e de outros países emergentes estavam convictas de que sim. E tinham razões para isso. Elas estavam faturando alguns milhões de dólares com a venda de créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), da ONU, uma das peças-chave do Protocolo de Kyoto - tratado assinado em 1997 que determinou pela primeira vez limites para as emissões de gases causadores do efeito estufa nos países ricos. Funcionava assim: uma companhia brasileira apresentava à ONU um projeto de MDL provando que havia reduzido as emissões de CO2 ao trocar, por exemplo, a matriz energética suja de uma fábrica por uma de fonte renovável.

Com isso, ganhava créditos, que vendia a uma empresa europeia ou japonesa que precisava cumprir metas de baixar suas emissões de gases estufa. Esse comércio entre emergentes e ricos teve seu auge em 2007, quando movimentou 7,4 bilhões de dólares. De lá para cá, porém, o MDL perdeu fôlego, e o que se vê hoje é o ocaso de um dos símbolos da luta contra o aquecimento global. Segundo um relatório do Banco Mundial divulgado no início de junho, a venda desses créditos gerou apenas 1,5 bilhão de dólares em 2010. Isso representou 1% do total de 142 bilhões de dólares do mercado global de carbono em 2010, que abrange outros tipos de negociação. Entre 2005 e 2007, essa fatia chegou a ser de quase 20%. O mercado de carbono começou a dar sinais de fadiga em 2008, quando a crise financeira mundial derrubou os preços dos créditos.

VEJA QUADRO - Ladeira abaixo: O Mercado de carbono já teve dias melhores

A crise tirou também o fôlego da indústria europeia, que, ao produzir menos, passou a precisar de menos ajuda dos emergentes para cumprir suas metas de redução de gases estufa. Até dezembro de 2009, porém, acreditava-se que os governantes dos países do mundo reunidos na conferência do clima da ONU, em Copenhague, na Dinamarca, definiriam um acordo global de redução de emissões para depois de 2012, data em que o Protocolo de Kyoto expira. Mas isso não aconteceu. Foi-se a expectativa e com ela os negócios com créditos de carbono do MDL. "Ninguém sabe o que vai ser do MDL a partir de 2013", afirma Flavio Pinheiro, diretor da Econergy, consultoria de projetos de carbono da empresa de energia francesa GDF Suez. "Não fosse essa insegurança, desenvolveríamos mais 50 projetos, além dos 71 de nossa carteira atual."

Sem nenhuma garantia de que os créditos de projetos registrados a partir de 2013 terão compradores, o que as empresas estão fazendo é correr para aprovar seus projetos de MDL na ONU até o final de 2012. Uma das companhias que estão brigando contra o relógio é a ArcelorMittal. O diretor de meio ambiente global da siderúrgica, o belga Karl Buttiens, esteve no Brasil em maio e deu ordens para a subsidiária apressar os quatro projetos em desenvolvimento. No cronograma inicial, a ArcelorMittal levaria, no mínimo, mais três anos para obter o registro. Dois desses projetos estão relacionados ao uso de carvão vegetal, em vez de carvão mineral, na produção de ferro-gusa na usina de Juiz de Fora, em Minas Gerais. A siderúrgica já tem o registro de um projeto de MDL, que recupera gases como o monóxido de carbono produzido na aciaria de Tubarão, no Espírito Santo, para gerar energia em suas termelétricas. A venda de parte desses créditos ao banco alemão KfW em 2009 rendeu à ArcelorMittal 5 milhões de dólares. Hoje, a empresa negocia com o banco a venda de um segundo lote de créditos do mesmo projeto.

"O MDL tem sido um estímulo para que os países emergentes invistam em tecnologias limpas", diz José Otávio Franco, gerente de meio ambiente da ArcelorMittal Aços Longos. Dito isso, a questão que se impõe é quanto seu enfraquecimento vai atrapalhar essa trajetória. "Vamos continuar apostando em processos produtivos mais sustentáveis, mesmo que não possamos contar com o empurrão da venda de créditos do MDL", diz Franco. É uma visão otimista, que casa com a de especialistas que acreditam na recuperação desse mercado. Para Carlos Delpupo, da consultoria Instituto Totum, o acidente na usina japonesa de Fukushima e o renascimento da aversão à energia nuclear podem levar a um uso maior de combustíveis fósseis na Europa. "Esse aumento do uso de energia suja terá de ser compensado em parte com créditos do MDL", diz Delpupo. É uma hipótese. O que já virou uma certeza para as empresas de países emergentes é que ganhar dinheiro com ar - ou melhor, com créditos de carbono - já foi bem mais fácil.
fonte planeta sustentavel.

O lucindo estava certo materia da info exame

Quando passamos ao lado de um rio poluído, o mau cheiro denuncia a péssima qualidade da água. A cor escura ou a presença de espuma também apontam que algo vai mal. Mas o que fazer quando a poluição não pode ser vista com facilidade? A água parece limpa, mas está contaminada por um tipo de poluente praticamente invisível, difícil de detectar, não legislado no Brasil e com efeitos em grande parte desconhecidos. Essa é a nova preocupação dos cientistas que estudam os agentes poluidores da água e, consequentemente, seus efeitos sobre a vida. As substâncias se reúnem sob o nome de contaminantes emergentes e estão presentes em bens de consumo da vida moderna, como protetores solares, remédios, materiais para retardar chamas, pesticidas e nanomateriais.

“Ainda há poucos estudos na área, mas devido às aglomerações urbanas e ao saneamento precário, que aumentam a concentração dessas substâncias, elas podem trazer riscos ao ambiente e à saúde”, diz Wilson Jardim,pesquisador do Laboratório de Química Ambientalda Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente, são conhecidos cerca de três milhões de compostos sintéticos - número que aumenta entre 5% e 10% todos os anos. Em média, 200 toneladas deles são produzidas nesse período, sendo que entre 20% e 30% podem contaminar a água e atingir os animais e o homem.

Hormônios também poluem
Alguns dos compostos emergentes mais estudados são os hormônios. Por fazer parte da nossa vida, parecem inofensivos. Mas o crescimento das metrópoles e o despejo de esgoto nos rios aumentaram sua concentração na água que usamos. O fenômeno é causado tanto por hormônios naturalmente excretados pelas mulheres, quanto por substâncias presentes em plásticos, agrotóxicos e pílulas anticoncepcionais. “Todas elas têm ação estrogênica e mesmo quando não são hormônios reais, agem no corpo de forma parecida”, diz Mércia Barcellos da Costa, bióloga da Universidade Federal do Espírito Santo. Segundo a pesquisadora, um desses compostos, o tributilestanho (TBT), provoca mudança de sexo de algumas espécies de animais. Ele é usado para revestir cascos de navios e evitar a incrustação por algas, mexilhões, cracas etc. Ainda há muita controvérsia sobre os efeitos da exposição prolongada em humanos.

Falam que ele e Louco defendeu o belinati e defende o ribeirão quati a materia abaixo;

Suspeita-se que o contato com a água com excesso de hormônios esteja antecipando a menstruação das meninas. Ela também poderia deixar os homens mais femininos e até causar câncer. Por enquanto, nenhuma dessas hipóteses foi confirmada. Estudos internacionais nas áreas de biologia e química constataram modificações anatômicas sérias em animais que vivem em regiões com água contaminada. No mundo, cetáceos como golfinhos e baleias estão contaminados e foram descritas mutações em moluscos e crustáceos. “São modificações que podem comprometer a reprodução de uma espécie e causar até mesmo sua extinção”, diz Mércia. Ela verifi cou o desaparecimento de populações inteiras de moluscos no litoral capixaba. Bruno Sant’Anna, biólogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), também se deparou com alterações nos caranguejos ermitões de São Vicente, no litoral do estado de São Paulo. ”Comecei a investigar e percebi que as fêmeas da espécie estavam se masculinizando. Isso acontece em 2% a 8% das populações dos ermitões”, afirma. Não por acaso, as regiões mais afetadas são próximas a portos, já que os navios carregam a substância, que é considerada tóxica e se acumula nos organismos por longos períod

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A briga pra quem tem direito ou não , quem tem cadeira ou não , Marcou audiencia publica do novo Codigo ambiental de Londrina . Consema e Sema brigam Pela Gestao do fundo ambiental. A sema quer absorver o iap sucatEado , sendo que ela nao consegue Resolver problemas de cupins na Arvores. Falaram dos rios otimo. Arbonização da cidade. E o lixo Deixado de lado . Rss residuos de saude nao consta. O lixo tecnologico nem pensar. A Chance de cobrar das outras operAdoras que operam em Londrina nem foram lembradas ref a devoluÇao das baterias de celular , hoJe a cargo da sercomtel. So multa Educaçao ambiental quase zero. EMbrapa iapar srp acil nao convocados . Nobres vereadores vao pensar grande na questao ambiental . Pois meio ambiente nao e so rio E mata.

sábado, 2 de julho de 2011

Produção de bioagas solução ambiental na regiao sul

Produção de Biogás é solução para o meio ambiente no Sul: Gerador B4T-4000-LE
Créditos: DivulgaçãoMais uma solução de biocombustível volta a surgir com força total: O Biogás. Para quem não sabe é o gás obtido através de biodigestores, ou estações de tratamento de dejetos de criações animais. Esta alternativa tem agregado vantagens para o pequeno produtor, como baixo investimento e lucro alto, e também ajudado e muito na conservação do meio ambiente. Além do Biogás, no processo que dura de 30 a 35 dias nos biodigestores, os resíduos podem ser usados como fertilizantes (chorume), sem problema de mau odor, o qual se perde durante o processo. Esta tem sido a melhor forma para o manejo dos dejetos, antes lançados na natureza.



Fazendas do sul do Brasil estão aderindo à tecnologia de extração do biogás, o que pode ser considerado um avanço para a conservação do meio-ambiente, já que o metano presente em 60% do biogás representa um risco 21 vezes maior que o gás carbônico no aquecimento global.

Para viabilizar a implantação dos biodigestores, empresas de grande porte, estão investindo em fazendas, com a intenção de serem beneficiadas pelos créditos de carbono que ganham através da construção de cada biodigestor. É uma troca: o suinocultor precisa dar um destino aos dejetos para não poluir e a empresa necessita dos créditos de carbono. Além de já ter destino certo para os dejetos, através do biodigestor, o suinocultor pode utilizar o biogás para a produção de energia barata e abundante. Em Santa Catarina, onde está a maior concentração de produção suína, 5,5 milhões de cabeças, projetos de grandes empresas como Sadia e Perdigão, investem na construção de biodigestores em fazendas de suinocultores, e com a captação do Biogás negocia os créditos de carbono junto a ONU.

Uma iniciativa pioneira em favor do biogás, foi da Companhia Branco Motores, que investiu na produção de geradores e bombas de água de pequeno porte que são acionados com a queima do biogás. Isso tornou possível para o pequeno produtor gerar a própria energia elétrica e também irrigar a plantação com combustível barato, já que a quantidade de biogás que cada motor usa é mínima. Cada porco é capaz de gerar 0,30 m3/dia, de biogás. Para acionar um dos motores por 10 horas seriam necessários 67 porcos para produzir 20 m3 de biogás.

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), de 34 milhões de cabeças espalhadas por todo o país, a maior concentração fica na região Sul (34,21%), onde têm sido maior investimento de empresas em biodigestores.

BRANCO MOTORES

Fabricante de motores desde 1952, a Companhia Branco Motores tornou-se referência da indústria brasileira. Nos anos 90, a empresa passou a atuar nos setores de componentes eletro-eletrônicos, motopeças, ferramentaria, fundição, serviços e agropecuária. Em 1991, constituiu a primeira joint-venture do Mercosul, com o Grupo Zanella, da Argentina, para a fabricação de motores destinados a ciclomotores.

Hoje, a Companhia Branco Motores produz linhas completas com uso em geradores, motobombas, hidrolavadoras, motocultivadores, motovibradores cortadores de grama e motores de popa. Atualmente, a empresa conta com quatro mil revendedores e 750 pontos de assistência técnica e constitui um dos maiores sistemas de serviços pós-venda do país. Com fabricação, comercialização e distribuição de 32 mil motores por ano para o mercado nacional, as três linhas da empresa: motores a gasolina dois tempos, quatro tempos e diesel e agora Biogás e Biodiesel que representam mais de cem produtos, ampliando as opções de oferta ao mercado.

Para mais informações, acesse: www.branco.com.br.

FONTE

Comunicare – Soluções Integradas de Comunicação
Assessoria de Imprensa da Companhia Branco Motores – Holding
Telefone: (41) 3013 5018
E-mail: contato@comunicareagencia.com.br

LAUDO RUIDO AMBIENTAL

Este laudo foi realizado nos setores da   BRF Londrina Central de Distribuição, localizada na Av. Saul Elkind   cidade industrial s/n sa...